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Só acontece quando estamos apaixonados (esse-dois)

  Eu olhava fixamente para o nada, sendo tomada pela despreocupação em que eu me via naquele ambiente, aquela festa de adulto com mesas que serviam bebidas e tudo mais, e eu ali vendo o tempo passar. Todos estavam sentados em fileira naquela espécie de muro do salão de eventos - que mais parecia degraus na parede -, e por um momento quase me esqueci os meus amigos ali.
  Eu sentia a inquietação de Nicolas ao meu lado, mudava a sua mão de lugar como se tentasse apoiar-se da melhor maneira ali, e também me acomodei para dar espaço a ele. Eu também sentia aqueles olhos dourados em mim, como se tentasse me filmar do melhor ângulo com eles, mas eu não me virei para olhá-lo, eu era covarde demais para aguentar novamente o meu nervosismo assim que eu sustentasse o meu olhar no dele.
  Meu pensamento desligou-se por um instante, assim como de todos os meus amigos ao meu lado, eu estava no extremo oposto com Nicolas, só eu e ele na esquerda, e os outros enfileirados à direita.
  A festa estava no fim, ali estava chato.
  Todos estavam entediados esperando alguma animação, mas a voz do homem que comandava a animação dos mais velhos cantando aquela música incessante e monótona estava ferindo os meus ouvidos.
  E então, de repente, sinto-me eletrizada dos pés a cabeça, como um choque elétrico sutil, e um calor envolvendo a minha mão esquerda que estava apoiada ao lado da minha perna, entre Nicolas e eu. Olho por impulso para ele, e Nicolas expõem um sorriso lindo e encabulado; sua mão estava sobre a minha e então, quase automaticamente, começo a sorrir, enrusbecida. Era a primeira vez que eu sentia a mão dele, que eu sentia a sua pele na minha.
  Quando ele percebe que a sua atitude repentina não me causara mal algum, ele acaricia a minha mão levemente e em seguida a aperta muito forte. Eu não sabia o significado daquilo, era como se ele estivesse verificando se era mesmo verdade que as suas mãos estavam nas minhas.
  Olhei para os lados para ter a certeza de que ninguém estava nos olhando naquela bolha particular, mas todos ainda estavam entorpecidos com a música contagiante da festa. Nicolas ameaçara tirar a mão, e, sem perceber, eu a segurei para que ele não deixasse minha mão sem o seu calor novamente. Era bom.
  E eu sorria à toa, não percebia mais o que havia ao meu redor; sentia algo inexplicável em todo o meu corpo, frio, choque, calor... Sentia o fluxo de adrenalina em minhas veias, eu suava frio. Eu virava o meu rosto e olhava para ele. Ele sorria. Nicolas pegou minha mão e entrelaçou na dele, elevou ambas para perto do seu rosto - com a minha virada para ele - e a beijou delicadamente.
  Sinto meu rosto virar um tomate bem vermelho.
  Assim que ele percebe o meu estado, ele diz:
  - Descupe - e sorri.
  E foi então que eu percebi que seu rosto também estava mais rosado do que eu estava acostumada.
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Meras palavras sobre o amor.



  O amor é abstrato, incondicional, onde de repente parece que estamos em outro plano,
e tudo que você quer é que apenas uma pessoa esteja lá com você.
  De repente a sua mente fica bagunçada e nada parece fazer sentido, você encara o nada
e molda um sorriso no rosto ao ver uma rápida lembrança, talvez um pequeno detalhe que
http://ler9.files.wordpress.com/2009/03/desenho-de-casal-de-gatos.jpgpassara despercebido.
  As borboletas tomam conta do seu estômago a cada momento que você chega perto de certo alguém, e seus olhos fixam-se nesse alguém querendo congelar ali.
  E o tempo, quando está com essa pessoa, nunca parece ser o suficiente para sufocar a saudade que aparece assim que ela não está mais ao seu lado.


  O amor são os detalhes. Quando você não consegue suportar cada segundo do tempo, sem essa pessoa.
É uma tortura!
  É quando você expõe um sorriso naturalmente assim que a vê; quando você ouve a voz dela do nada no silêncio; quando você está ao lado dela, mas deseja tocá-la, pegar a sua mão; quando você sente um nervosismo assim que sustenta seu olhar no dela.
  Quando você sorria à toa, fica bobo demais.
  Quando ao acordar, você logo pensar em uma pessoa, e logo em seguida perceber que sonhara com ela; quando você a procura no meio da multidão e pensa consigo mesmo que trocaria todos dali só por ela.
  Quando as palavras somem assim que você fica cara a cara com ela. E quando, assim que você a vê indo embora, tem vontade de correr atrás dela para não deixá-la ir, porque o seu encanto estava fugindo de você, deixando à sua própria solidão.

  Enfim.
  Descrevi tanto, mas ainda não chegou nem perto do que o que o amor realmente é, e nem do que eu queria dizer, rs.